foto: Bruno Espadana

29 março 2008

#  Eppur è tutto vero...

12 julho 2006

#  Outros números para pensar

O mesmo Arab Human Development Report (p. 92) apresenta mais alguns números vergonhosamente surpreendentes (Timothy Garton Ash refere-os em Free World).

Sobre a produção literária no Mundo Árabe pode ler-se:
[...] There are no reliable figures on the production of books, but many indicators suggest a severe shortage of writing; a large share of the market consists of religious books and educational publications that are limited in their creative content.

Até aqui, nada de surpreendente. Mas logo a seguir, sobre o mercado da tradução, custa a acreditar:
The figures for translated books are also discouraging. The Arab world translates about 330 books annually, one fifth of the number that Greece translates. The cumulative total of translated books since the Caliph Maa’moun’s time (the ninth century) is about 100,000, almost the average that Spain translates in one year (Galal, S., 1999). [...]

Ou seja, o marcado da tradução livreira de um pequeno país, cuja língua só é falada por 12 milhões de pessoas (11 milhões de gregos, os restantes cipriotas) vale cinco vezes mais do que um mercado de 22 países e 280 milhões de habitantes!
E um país como a Espanha (admitamos: quase certamente o maior tradutor mundial) precisa de apenas um ano para traduzir a quantidade de livros que levou mais de 1100 anos (isso mesmo: onze séculos!) a traduzir nos países árabes.

Sem dúvida, são números para pensar — assim que recuperemos do choque.

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#  Um número para pensar

É uma realidade surpreendente com que contactei ao ler Free World, mas tenho agora acesso aos números em concreto:

Segundo o Arab Human Development Report de 2002 (versão integral, versão resumida), em 1999 o PIB combinado de todos os países árabes (531,2 mil milhões de dólares) foi menor do que o PIB da Espanha (595,5 mil milhões de dólares), um país europeu de tamanho médio.

Isto, apesar da riqueza que muitos (mas não todos) esses países têm no petróleo. Riqueza que está a acabar. Depois, como será?

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09 julho 2006

#  A liberdade no mundo (2.3)

Esta análise está dividida em partes: [1] [2.1] [2.2] [2.3] [3] [4]


Liberdade e geografia (conclusões)

  • Podemos assim dizer que a região com mais países livres é a Europa, seguida da América. (Obviamente, só três ou quatro países americanos — EUA, Brasil, México e Canadá — valem em termos populacionais quase tanto como toda a Europa, e muitíssimo mais em termos de superfície.)

  • Na região da Ásia e do Pacífico as coisas encontram-se mais ou menos equilibradas (em número de países) entre as três categorias, ainda que isto seja enganador: se entre os livres se contam países como a Índia, o Japão e a Indonésia, a maioria são minúsculas nações insulares — enquanto no lado oposto do espectro se encontra a gigantesca China (que, por si só, contribui com mais de metade dos habitantes de países não livres).

  • Na rota descendente da liberdade, segue-se a África Subsariana (onde predominam os regimes parcialmente livres) e os países da ex-União Soviética (predominantemente não livres).

  • Sobre os países ex-soviéticos, tenha-se em conta que 6 deles foram considerados também na região da Europa. Eliminar estas sobreposições tornará pior o cenário na restante ex-URSS (9 países: 0% livres, 33% parcialmente livres e 67% não livres) ou melhor no resto da Europa (36 países: 89%, 11% e 0%, respectivamente).

  • No fundo do ranking está a região do Médio Oriente e do Norte de África, esmagadoramente não livre (o que está estreitamente ligado com a terceira parte desta análise, sobre a relação entre Liberdade e Islão).


  • Liberdade por regiões
  • Uma última ressalva: viver num país considerado “livre” não é garantia de que todos os indivíduos sejam politicamente livres, ou sequer que grupos específicos (p. ex., minorias) gozem igualmente da liberdade geral.

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07 julho 2006

#  The enemy within

Foi há um ano que quatro bombistas suicidas se fizeram explodir nos transportes públicos de Londres. Ao contrário dos ataques de 11 de Setembro de 2001 e de 11 de Março de 2004, estes foram levados a cabo por cidadãos nacionais do país atacado.

Nem de propósito, prevejo terminar a minha análise «A liberdade no mundo» com uma parte precisamente intitulada «Liberdade e Islão», a que se seguirão, nos próximos dias, mais alguns posts sobre o mesmo tema, mas baseando-me em fontes diferentes.

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30 junho 2006

#  Free World

Capa de 'Free World'Acabei de ler Free World — A América, a Europa e o futuro do Ocidente (ed. Alêtheia), de Timothy Garton Ash. Segundo a contracapa, Václav Havel descreveu-o como «Um apaixonante manifesto a favor do alargamento da liberdade e de uma nova era na política mundial».

Free World é muito mais do que isso. É simultaneamente informativo e opinativo. É equilibrado. É daqueles livros em que certas páginas têm tanto que merece ser sublinhado e destacado que, quando vamos a ver, não conseguimos destacar nada (o que chega a ser irritante).

Verdadeiramente, Free World é um livro a não perder.

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18 abril 2006

#  Optimismo / Pessimismo

Optimismo

Quando penso em tudo o que o futuro nos reserva — degradação ambiental e esgotamento dos recursos naturais, confronto civilizacional e cerco aos valores ocidentais e, súmula de tudo isso, as consequências dessa machadada no orgulho árabe (e muçulmano) que será o fim do petróleo —, quando penso em tudo o que o futuro nos reserva, reconforta-me (ou algo assim) a ideia de que morrerei sem descendentes antes que as coisas se tornem realmente feias.

Pessimismo

Depois lembro-me que tenho duas sobrinhas e um sobrinho pequenos. E lembro-me da longa vida da minha avó paterna (99 anos, 5 meses e 10 dias). Então, angustia-me a perspectiva de que, de uma forma ou de outra, não terei a sorte desejada.

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#  Y, por supuesto, libre y digna

Voltando à Sábado da semana passada, o jornalista Ferreira Fernandes assina um interessante artigo de opinião (última página) sobre a visita dos monarcas espanhóis à Arábia Saudita, em que, contrariando a vontade do protocolo, a rainha espanhola recusou-se a cobrir a cabeça. O jornal El Mundo noticiou o acontecimento, informando que Doña Sofía ia, «por supuesto, descubierta». Diz Ferreira Fernandes:
[...] gostei, sobretudo, do “por supuesto” do jornal, ao dar como natural, como não podendo ser outra coisa, o arreganho da sua Rainha.

Instantâneos da visita da rainha de Espanha à Arábia Saudita
Infelizmente — é preciso dizê-lo —, a opinião não foi generalizada, havendo órgãos de informação espanhóis a apontar a Doña Sofía alguma falta de tacto diplomático. O articulista da Sábado não comunga de tais reservas, defendendo que há limites para as cedências e ilustrando oportunamente com o exemplo do
[...] ministro holandês que tendo convidado um colega iraniano para um almoço e tendo ouvido deste que não podia haver vinho na mesa, disse [...] que não havendo vinho, não havia almoço. [...] há coisas de que não podemos abdicar. Começamos por não dizer “tchim-tchim” e passamos o resto da vida a dizer “sim-sim”.

Voltando à visita real à Arábia, Ferreira Fernandes enquadra a atitude da rainha espanhola no cenário mais alargado da afirmação da dignidade feminina (os destaques são meus):
Desde pequena, [a mulher saudita] tinha sido ensinada que tinha de andar sempre resguardada porque senão os seus cabelos, a sua boca e o seu decote fariam os homens pecar. Ela tinha de penar a inexistência para que os outros não pecassem — assim mandava o Alcorão.
[...] de trás da abaia sinistra, eu vi uma cabecinha a pensar: “Queres ver que um dia posso apanhar sol nos joelhos?” Foi uma revolução do caraças o que Dona Sofia foi fazer para a península arábica. Dar a alguém vontade de apanhar sol nos joelhos é um passo enorme para a Humanidade. Tudo começou há alguns milhões de anos, quando homens e mulheres se tornaram erectos. Um dia, todos e todas estaremos assim.

Tirando o optimismo final, subscrevo tudo.

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14 abril 2006

#  Ainda o Abominável Homem das Neves (e não só)

Vasco Pulido Valente escreve hoje no Público sobre o último Prós & Contras (a que aludi, entre outros, no post “O Abominável Homem das Neves”). Diz VPV (como eu antes, mas melhor):
O dr. João César das Neves, que se distinguiu pelo seu zelo católico e pelo seu grande gosto de épater a esquerda bem-pensante e analfabeta, confiscou esta semana um debate de televisão sobre a Europa, com a conivência da “moderadora” e do cardeal Sebastião Martins.
A atitude do cardeal, diga-se, é coerente: não só a Igreja comunga dos fins almejados pelo “sequestro” temático, como deixar o trabalho sujo ao leigo das Neves se inscreve na longa tradição de relaxamento ao braço secular. Já a atitude da “moderadora” (não há aspas que cheguem...) é inadmissível a uma suposta profissional.

VPV continua, mas salto para as suas palavras finais:
[...] a Europa nunca foi tão livre, tão próspera, tão justa e tão pacífica. Com algumas dificuldades de percurso, manifestamente. De qualquer maneira, longe da “decadência” e mais longe ainda do abismo “moral”, que tanto perturba o dr. Neves. Verdade que, como reconhece o próprio Ratzinger, a Igreja perdeu a autoridade de Estado (o inefável privilégio de impor e perseguir) e que se tornou social, ideológica e doutrinalmente periférica. Paciência. Em grosso, valeu a pena.
Pois valeu. Agora falta garantir que o Islão perde o mesmo “inefável privilégio”. Ou, pelo menos, que na Europa nunca o ganhará.

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28 março 2006

#  A Crise do Islão, de Bernard Lewis

Capa de 'A Crise do Islão'Li a semana passada o mais recente livro de Bernard Lewis editado em Portugal, A Crise do Islão — Guerra Santa e Terror Ímpio (2003; Relógio d’Água, 2006). Dele, antes de mais, posso dizer que é inteiramente merecedor das palavras de Daniel Johnson (Daily Telegraph) incluídas na contracapa:

As virtudes características do autor estão todas em grande evidência: concisão, legibilidade, perspicácia irónica e uma lógica impressionante. Isto é Bernard Lewis vintage: ele melhora com a idade.

Não estando com tempo nem disposição para mais, limito-me a citar algumas passagens (os destaques a são meus).


Se dúvidas houvesse, eis por que o Islão é incompatível comigo (e vice-versa):

Se é possível falar de um clero no mundo islâmico num sentido sociológico limitado, de laicidade, porém, não é possível falar em sentido nenhum. A simples ideia de algo separado ou possível de separar da autoridade religiosa, que em linguagem cristã se exprime por termos como «leigo [melhor: laico], temporal ou secular», é totalmente estranha ao pensamento e à prática islâmicos. [...] (p. 33)

Sobre a ausência de discussão crítica no seio (autocrítica) e à volta do Islão:

[...] actualmente, não há nenhum país cristão em que os líderes religiosos possam contar com o grau de fé e de participação que continua a ser normal em terras muçulmanas. Em poucos países cristãos, ou mesmo em nenhum, os valores sagrados cristãos gozam de imunidade ao comentário ou discussão crítica que é aceite como normal até nas sociedades muçulmanas ostensivamente seculares e democráticas. Com efeito, essa imunidade privilegiada foi alargada aos países ocidentais onde existem agora comunidades muçulmanas, e onde a fé e as práticas religiosas muçulmanas gozam de um nível de imunidade à crítica que as maiorias cristãs perderam e as minorias judaicas nunca tiveram. [...] (p. 38)

Sobre o relacionamento do Islão com outras fés e culturas, e com o Ocidente em particular:

[O Islão] Ensinou homens de raças diferentes a viver em fraternidade, e pessoas de credos diferentes a viver lado a lado num clima razoável de tolerância. [...] Mas o Islão, como outras religiões, também passou por períodos em que inspirou em alguns dos seus seguidores sentimentos de ódio e de violência. Por infelicidade nossa temos de nos confrontar com o mundo muçulmanos quando ele atravessa um desses períodos, e quando a maior parte desse ódio — embora de modo nenhum todo ele — é dirigido contra nós. (p. 43)

[...] é o Islão, fundamentalista ou de qualquer outra espécie, uma ameaça para o Ocidente? [...] De acordo com uma escola de pensamento, após o colapso da União Soviética e do movimento comunista, o Islão e o fundamentalismo islâmico substituíram-nos como a principal ameaça para o Ocidente e o estilo de vida ocidental. Segundo outra escola de pensamento, os muçulmanos, incluindo os fundamentalistas radicais, são basicamente pessoas decentes, amantes da paz e piedosas, algumas das quais perderam a paciência com todas as coisas horríveis que nós, os do Ocidente, lhes fizemos. Nós decidimos vê-los como inimigos porque temos uma necessidade psicológica de um inimigo que substitua a defunta União Soviética.
Ambos os pontos de vista contêm elementos verdadeiros, e ambos estão perigosamente errados. O Islão em si mesmo não é um inimigo do Ocidente [...]. Porém, um número significativo de muçulmanos — sobretudo mas não só aqueles a quem chamamos fundamentalistas — são hostis e perigosos, não porque nós precisemos dum inimigo mas sim porque eles precisam. (pp. 44–45)

[...] Alguns deles ainda vêem o Ocidente em geral, e em particular o seu actual líder, os Estados Unidos, como o velho e irreconciliável inimigo do Islão [...]. Para estes, o único caminho é a guerra até à morte [...]. Outros há que, embora sejam muçulmanos convictos e cientes dos defeitos da sociedade ocidental moderna, [...] procuram juntar-se a nós na tentativa de alcançar um mundo mais livre e melhor. Há ainda outros que, embora considerando o Ocidente o seu inimigo derradeiro e a fonte de todos os males, todavia estão conscientes do seu poder e pretendem um alojamento temporário, para melhor se prepararem para a luta final. Temos de ser prudentes para não confundir os segundos com os terceiros. (p. 45)
(Tratar os segundos como se fossem os terceiros é injusto — e contraproducente. Mas convencermo-nos de que os terceiros são os segundos é imprudente — e o 11 de Setembro mostrou quão perigoso.)

Sobre a ambiguidade das democracias ocidentais (a situação na Argélia e outras experiências democráticas em países islâmicos):

[...] Em Janeiro de 1992, depois de um intervalo de tensão crescente, os militares cancelaram a segunda volta das eleições. Nos meses que se seguiram dissolveram a FIS [Frente Islâmica de Salvação] e instalaram um regime «secular», que na realidade era uma ditadura implacável que mereceu sinais de aprovação em Paris, Washington e outras capitais ocidentais. [...] Problemas semelhantes surgem no Egipto, no Paquistão e noutros países muçulmanos onde parecia provável que eleições genuinamente livres e justas viriam a resultar numa vitória islâmica.
Nisto, os democratas estão evidentemente em desvantagem. A sua ideologia exige que eles, mesmo quando estão no poder, concedam liberdades e direitos aos islamitas da oposição. Os islamitas, quando estão no poder, não estão sujeitos a essa obrigação. Pelo contrário, os seus princípios exigem que eles suprimam aquilo que consideram liberdades ímpias e subversivas.
Para os islamitas, a democracia, por expressar a vontade do povo, é a estrada para o poder, mas é uma estrada de sentido único, pela qual não há regresso, não há rejeição da soberania de Deus, conforme é exercida através dos Seus representantes escolhidos. A sua política eleitoral foi classificada sumariamente como: «Um homem (só os homens), um voto, uma vez».
[...] Mas isso não é razão para dar mimo a ditadores. (pp. 102–103)

Por estes e por outros momentos de rara clarividência (e preciosa informação), este pequeno livro (150 pp.) é de indispensável leitura.

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03 março 2006

#  And the nominees for the “Chamberlain of the Year Award” are...

Não vi o debate mensal de ontem na Assembleia da República, mas pelo resumo dos telejornais e pelo que vem hoje na imprensa escrita, alguns exageros de retórica poderiam ter sido evitados, de parte a parte.

No entanto, apesar do assanhamento e do notório acerto de contas, o deputado Telmo Correia tem razão numa coisa: quando compara a postura do ministro dos Negócios Estrangeiros com a do primeiro-ministro inglês dos dias que antecederam a II Guerra Mundial.
Em resposta, Freitas do Amaral sustentou que não é deitando achas para a fogueira que se mantém a paz. Ora, a questão é, precisamente, que essas bem poderiam ser palavras de Neville Chamberlain — e todos sabemos que guerra é que a sua política de apaziguamento a todo o custo conseguiu evitar...

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16 fevereiro 2006

#  Sentido de humor

Entre outras coisas, o que falta, manifestamente, ao mundo muçulmano é sentido de humor, em especial quando este é reflexivo, autocrítico. Mas isso, já sabemos, é só mais um sintoma do atraso cultural do Islão. Humor e autocrítica são sinais de sofisticação — algo incompatível com quem chama a tudo o que lhe seja anterior ou alheio «Tempo (e Terra) da Ignorância».

Pintura de Mark Ryden
The Angel of Meat

Pintura de Mark Ryden
Saint Barbie
(ou Barbie-Cova-da-Iria...)


Pintura de Mark Ryden
Dead Characters

Pintura de Mark Ryden

Pintura de Mark Ryden
The Birth of Venus

A quantos séculos de distância está o Islão de um humor como este de Mark Ryden? Pelo calendário deles, estamos em 1426 (Idade Média, portanto) — ainda teremos de esperar.

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#  Apoiemos a Dinamarca e as liberdades ocidentais... agora em português

Ora aqui estão elas:

Apoia a Dinamarca. Defende a Liberdade. Apoia a Dinamarca. Não à burka sobre a Liberdade de Expressão. Apoia a Dinamarca. Nem véu, nem mordaça.
Liberdade de expressão, racionalismo, democracia, individualismo, direitos humanos. Este é o legado do Ocidente. Não desistiremos dele. Não à burka para o Ocidente. Apoia a Dinamarca.
'isegoria' = 'Liberdade de expressão' em grego. Tem tradução para dinamarquês. Até agora. Não à burka para o Ocidente. Apoia a Dinamarca.
Tolerância Zero para a Intolerância. Não pedimos desculpa por sermos livres. Não à burka para o Ocidente. Apoia a Dinamarca.
E para não me ficar só pelas palavras, este ano as minhas sobrinhas recebem Legos no aniversário.

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14 fevereiro 2006

#  E já agora...

Buy Danish - Let Freedom Prevail


Só para terem uma ideia: Lego, Bang & Olufsen, Bodum, Ecco, Dancake, etc. (Podia incluir marcas de cerveja — mas detesto que se beba com espírito de missão...)

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09 fevereiro 2006

#  O óbvio e o omitido

E agora, um comunicado do gabinete do Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros:

Escudo portuguêsMinistério dos Negócios Estrangeiros
República Portuguesa
Assim, sim! Porquê deixar as coisas pela metade?

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