foto: Bruno Espadana

05 fevereiro 2009

#  Qual Green Card, qual quê! (24)

A New Yorker iniciou em 2005 um concurso de legendagem de cartoons: em cada número um dos cartoonistas da revista cria uma imagem (geralmente absurda) sem qualquer texto, devendo os leitores fornecer a legenda apropriada. As três melhores legendas são postas à votação e o vencedor é premiado com uma gravura do cartoon, devidamente assinada pelo artista, onde consta a sua legenda.
O senão de tudo isto é que se tem de ser residente nos EUA para poder concorrer. Não conformado com isso, apresento aqui a minha sugestão para o cartoon n.º 178:


(c) Tom Cheney / The New Yorker
«Yes, I have some experience behind bars.»

Desenho de Tom Cheney /The New Yorker

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06 novembro 2008

#  As saudades que Bush deixará (2)

O cartoonista editorial Mike Luckovich (The New Yorker) elenca aquilo de que mais sentirá falta com o fim da presidência de George W. Bush:

(c) Mike Luckovich
A sua evolução permitiu-me poupar cada vez mais tempo a desenhar e tinta.
Depois do 11/9 > Depois da invasão do Iraque > Depois do Katrina > Depois da tortura e das escutas > Depois do colapso económico

(c) Mike Luckovich
Os seus cúmplices.
Os mais procurados da América: Alberto Gonzales, Lewis “Scooter” Libby, Condoleezza Rice, Karl Rove, Donald Rumsfeld

(c) Mike Luckovich
O seu assustador Vice-Presidente.
«Estão a pôr no lixo as decorações do Halloween...»

(c) Mike Luckovich
As suas qualidades unificadoras.
«É oficial: o país inteiro odeia-o...»

(c) Mike Luckovich
Poder desenhar semanalmente o Titanic com o nome do seu mais recente falhanço.
Bush: «’Tamos a fazer bons progressos.»
Titanic: «Ambiente, Iraque, Economia, Mercado Imobiliário, Partido Republicano»

(c) Mike Luckovich
A sua Guerra contra a Gramática.
Bush: «Mim o decisor.»
Assessor: O senhor quer dizer “Eu sou o decisor.”»
Bush: «Tu não! Mim!»

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08 setembro 2008

#  Qual Green Card, qual quê! (23)

A New Yorker iniciou em 2005 um concurso de legendagem de cartoons: em cada número um dos cartoonistas da revista cria uma imagem (geralmente absurda) sem qualquer texto, devendo os leitores fornecer a legenda apropriada. As três melhores legendas são postas à votação e o vencedor é premiado com uma gravura do cartoon, devidamente assinada pelo artista, onde consta a sua legenda.
O senão de tudo isto é que se tem de ser residente nos EUA para poder concorrer. Não conformado com isso, apresento aqui a minha sugestão para o cartoon n.º 160:


(c) Tom Cheney / The New Yorker
«... and its fire-resistant materials are guaranteed for all eternity.»

Desenho de Tom Cheney /The New Yorker

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21 abril 2008

#  Não me lembra nada nem ninguém (8)

A great power sets its sights on a smaller, strange, and faraway land—an easy target, or so it would seem. Led first by a father and then, a decade later, by his son, this great power invades the lesser country twice. The father, so people say, is a bland and bureaucratic man, far more temperate than the son; and, indeed, it is the second invasion that will seize the imagination of history for many years to come. For although it is far larger and more aggressive than the first, it leads to unexpected disaster. Many commentators ascribe this disaster to the flawed decisions of the son: a man whose bluster competes with, or perhaps covers for, a certain hollowness at the center; a leader who is at once hobbled by personal demons (among which, it seems, is an Oedipal conflict) and given to grandiose gestures, who at best seems incapable of comprehending, and at worst is simply incurious about, how different or foreign his enemy really is. Although he himself is unscathed by the disaster he has wreaked, the fortunes and the reputation of the country he rules are seriously damaged. A great power has stumbled badly, against all expectations.
(Daniel Mendelsohn, no último número da New Yorker, sobre as Histórias de Heródoto, que narram a guerra dos Gregos contra os Persas em 490 e 480–479 a.C.)

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26 março 2008

#  Estar à beira do precipício e dar um passo em frente

Eric Alterman, sobre a crise da imprensa escrita (The New Yorker, edição desta semana):
[...] In the Internet age [...] no one has figured out how to rescue the newspaper in the United States or abroad. Newspapers have created Web sites that benefit from the growth of online advertising, but the sums are not nearly enough to replace the loss in revenue from circulation and print ads.
Most managers in the industry have reacted to the collapse of their business model with a spiral of budget cuts, bureau closings, buyouts, layoffs, and reductions in page size and column inches. Since 1990, a quarter of all American newspaper jobs have disappeared. The columnist Molly Ivins complained, shortly before her death, that the newspaper companies’ solution to their problem was to make “our product smaller and less helpful and less interesting.” [...]

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#  Qual Green Card, qual quê! (22)

A New Yorker iniciou em 2005 um concurso de legendagem de cartoons: em cada número um dos cartoonistas da revista cria uma imagem (geralmente absurda) sem qualquer texto, devendo os leitores fornecer a legenda apropriada. As três melhores legendas são postas à votação e o vencedor é premiado com uma gravura do cartoon, devidamente assinada pelo artista, onde consta a sua legenda.
O senão de tudo isto é que se tem de ser residente nos EUA para poder concorrer. Não conformado com isso, apresento aqui a minha sugestão para o cartoon n.º 139:


(c) Leo Cullum / The New Yorker
«Missing pieces of the puzzle? What missing pieces of the puzzle?...»

Desenho de Leo Cullum /The New Yorker

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#  Qual Green Card, qual quê! (21)

A New Yorker iniciou em 2005 um concurso de legendagem de cartoons: em cada número um dos cartoonistas da revista cria uma imagem (geralmente absurda) sem qualquer texto, devendo os leitores fornecer a legenda apropriada. As três melhores legendas são postas à votação e o vencedor é premiado com uma gravura do cartoon, devidamente assinada pelo artista, onde consta a sua legenda.
O senão de tudo isto é que se tem de ser residente nos EUA para poder concorrer. Não conformado com isso, apresento aqui a minha sugestão para o cartoon n.º 136:


(c) Drew Dernavich / The New Yorker
«OK, it gives away my stance on death penalty, but other than that...»

Desenho de Drew Dernavich /The New Yorker

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25 julho 2007

#  Qual Green Card, qual quê! (20)

A New Yorker iniciou em 2005 um concurso de legendagem de cartoons: em cada número um dos cartoonistas da revista cria uma imagem (geralmente absurda) sem qualquer texto, devendo os leitores fornecer a legenda apropriada. As três melhores legendas são postas à votação e o vencedor é premiado com uma gravura do cartoon, devidamente assinada pelo artista, onde consta a sua legenda.
O senão de tudo isto é que se tem de ser residente nos EUA para poder concorrer. Não conformado com isso, apresento aqui a minha sugestão para o cartoon n.º 107:


(c) P. C. Vey / The New Yorker
«In the end, it all adds up to a six-pack.»

Desenho de P. C. Vey /The New Yorker

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16 julho 2007

#  Qual Green Card, qual quê! (19)

A New Yorker iniciou em 2005 um concurso de legendagem de cartoons: em cada número um dos cartoonistas da revista cria uma imagem (geralmente absurda) sem qualquer texto, devendo os leitores fornecer a legenda apropriada. As três melhores legendas são postas à votação e o vencedor é premiado com uma gravura do cartoon, devidamente assinada pelo artista, onde consta a sua legenda.
O senão de tudo isto é que se tem de ser residente nos EUA para poder concorrer. Não conformado com isso, apresento aqui a minha sugestão para o cartoon n.º 106:


(c) Gahan Wilson / The New Yorker
«Undoubtedly, a great evolution since your last report...»

Desenho de Gahan Wilson /The New Yorker

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21 junho 2007

#  Qual Green Card, qual quê! (18)

A New Yorker iniciou em 2005 um concurso de legendagem de cartoons: em cada número um dos cartoonistas da revista cria uma imagem (geralmente absurda) sem qualquer texto, devendo os leitores fornecer a legenda apropriada. As três melhores legendas são postas à votação e o vencedor é premiado com uma gravura do cartoon, devidamente assinada pelo artista, onde consta a sua legenda.
O senão de tudo isto é que se tem de ser residente nos EUA para poder concorrer. Não conformado com isso, apresento aqui a minha sugestão para o cartoon n.º 101:


Cartoon Caption Contest # 101
(c) Robert Mankoff / The New Yorker
«Is it here we enroll for the “Cartoon Caption Contest 101” class?»

Desenho de Robert Mankoff /The New Yorker

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05 junho 2007

#  Qual Green Card, qual quê! (17)

A New Yorker iniciou em 2005 um concurso de legendagem de cartoons: em cada número um dos cartoonistas da revista cria uma imagem (geralmente absurda) sem qualquer texto, devendo os leitores fornecer a legenda apropriada. As três melhores legendas são postas à votação e o vencedor é premiado com uma gravura do cartoon, devidamente assinada pelo artista, onde consta a sua legenda.
O senão de tudo isto é que se tem de ser residente nos EUA para poder concorrer. Não conformado com isso, apresento aqui a minha sugestão para o cartoon n.º 102:


(c) Danny Shanahan / The New Yorker
«He keeps saying: “Flexibility and Versatility are the keys for keeping your job in the 21st century.”»

ou (versão portuguesa):

«Ele não se cansa de repetir: “Flexibilidade e Polivalência são as chaves para mantermos o emprego no século XXI.”»

Desenho de Danny Shanahan /The New Yorker

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23 abril 2007

#  Qual Green Card, qual quê! (16)

A New Yorker iniciou em 2005 um concurso de legendagem de cartoons: em cada número um dos cartoonistas da revista cria uma imagem (geralmente absurda) sem qualquer texto, devendo os leitores fornecer a legenda apropriada. As três melhores legendas são postas à votação e o vencedor é premiado com uma gravura do cartoon, devidamente assinada pelo artista, onde consta a sua legenda.
O senão de tudo isto é que se tem de ser residente nos EUA para poder concorrer. Não conformado com isso, apresento aqui a minha sugestão para o cartoon n.º 96:


(c) Alex Gregory / The New Yorker
«... and that’s when you suddenly realise: it’s a jungle out there!»

Desenho de Alex Gregory /The New Yorker

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02 abril 2007

#  Qual Green Card, qual quê! (15)

A New Yorker iniciou em 2005 um concurso de legendagem de cartoons: em cada número um dos cartoonistas da revista cria uma imagem (geralmente absurda) sem qualquer texto, devendo os leitores fornecer a legenda apropriada. As três melhores legendas são postas à votação e o vencedor é premiado com uma gravura do cartoon, devidamente assinada pelo artista, onde consta a sua legenda.
O senão de tudo isto é que se tem de ser residente nos EUA para poder concorrer. Não conformado com isso, apresento aqui a minha sugestão para o cartoon n.º 93:


(c) Mick Stevens / The New Yorker
«Dan Brown, anyone?...»

Desenho de Mick Stevens /The New Yorker

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22 março 2007

#  Dolorosa verdade

(c) Gahan Wilson / The New Yorker
«Perguntava-me quando é que repararias que há muitos mais degraus.»

© Gahan Wilson / The New Yorker (12/07/2004)



... E assim criámos o mito da Criação.

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#  Criacionismo vs. Evolucionismo

(c) Alex Gregory / The New Yorker
«Parece-me que é aqui que nos separamos.»

© Alex Gregory / The New Yorker (08/01/2007)




(Em todo o rigor, como é sabido, não é só o cristianismo evangélico que recusa a Teoria da Evolução...)

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#  Contributo evolutivo do Criacionismo

(c) Peter Steiner / The New Yorker
© Peter Steiner / The New Yorker (11/03/2002)

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#  Mente aberta

(c) Robert Mankoff / The New Yorker
Padre: «Desaparece!»

© Robert Mankoff / The New Yorker (17/10/2005)

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#  Evolução? Que evolução?

(c) Mischa Richter / The New Yorker
«E agora, falando contra a teoria da evolução...»

© Mischa Richter / The New Yorker (27/07/1992)

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13 março 2007

#  Current Mood

Sem pasta “à executivo” e com outros antagonistas, mas confirma-se:

(c) Tom Cheney / The New Yorker
© Tom Cheney / The New Yorker

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06 março 2007

#  Tortura em horário nobre

A edição de 19 de Fevereiro da New Yorker traz um interessante artigo de Jane Mayer sobre o recurso à tortura na série de televisão “24”. Este artigo vem na sequência de um estudo da organização Human Rights First, que mostra que, não só o número de cenas de tortura tem aumentado (v. imagem aqui ao lado), como efectivamente elas têm um efeito negativo sobre os soldados que as vêem e que tendem a imitá-las: afinal, e ao contrário do que se passava há alguns anos, actualmente a tortura é usada pelos “heróis” das séries, que obtêm desta forma preciosos (porque sempre exactos*) resultados.

É uma coisa que nos deve fazer pensar — isso, e o facto de o pico de cenas de tortura se ter verificado em 2003, ano da invasão do Iraque. (O campo de detenção de Guantánamo foi aberto em 2002, sendo transferidos para lá prisioneiros da guerra do Afeganistão, onde já tinha sido noticiado o recurso à tortura na prisão de Bagram; o escândalo de Abu Ghraib veio a público em 2004.)
Como diriam os Americanos, the hidden agenda is not that hidden...


* Diversos estudos internacionais — e a experiência — apontam para a falta de eficácia da tortura: para além do desejo de martírio (particularmente verdadeiro quando falamos de terrorismo islâmico), que limita em muito a obtenção de informação, verifica-se frequentemente uma falta de fiabilidade desta: para os fazerem parar, os interrogados que cedem dizem, simplesmente, o que os torturadores querem ouvir (o que nem sempre corresponde à verdade)...

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