# A minha costela de oráculo
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Se tudo na vida fosse tão bom como um mau blogue...
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[...] There are no reliable figures on the production of books, but many indicators suggest a severe shortage of writing; a large share of the market consists of religious books and educational publications that are limited in their creative content.
The figures for translated books are also discouraging. The Arab world translates about 330 books annually, one fifth of the number that Greece translates. The cumulative total of translated books since the Caliph Maa’moun’s time (the ninth century) is about 100,000, almost the average that Spain translates in one year (Galal, S., 1999). [...]
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A leitura de Free World apresentou-me a Freedom House, uma organização que luta pela liberdade no mundo. Desde 1973 que a Freedom House faz uma “auditoria” aos diferentes países, atribuindo pontuações de 1 a 7 à sua performance em termos de direitos políticos e liberdades civis (em que quanto menor o valor, maior a liberdade). De acordo com a média destes dois parâmetros, os países são depois classificados como “livres” (1.0 a 2.5), “parcialmente livres” (3.0 a 5.0) e “não livres” (5.5 a 7.0).


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[...] O economista Amartya Sen argumenta convincentemente que a liberdade e o desenvolvimento são indissociáveis. Somente a partir de um certo nível de desenvolvimento podemos falar seriamente de liberdade das pessoas, mas um certo nível de liberdade política, a boa governação e o Estado de Direito são igualmente indispensáveis para o desenvolvimento. É preciso ser-se livre para se desenvolver e desenvolver-se para se ser livre. Outros autores explicitam a conexão entre democracia e desenvolvimento. É claramente errado sustentar que nenhum país pobre pode ser uma democracia [...]. E é errado sugerir que as pessoas nos países pobres, quer sejam islâmicas, confucionistas, ou africanas, não desejam a liberdade, nem a democracia: os inquéritos de opinião mostram consistentemente que essas pessoas querem a liberdade e a democracia. [Voltarei a isto brevemente.] Mas parece ser empírica e historicamente verdade que, quanto mais elevado for o PIB per capita de um país, maior é a probabilidade de se tornar numa democracia e assim se manter. Acima dos 6500 dólares por habitante, é raro que um país não seja uma democracia — embora haja, como sempre, excepções, nomeadamente os Estados árabes ricos em petróleo. Abaixo dos 2000 dólares por pessoa, é raro que um país permaneça uma democracia por muito tempo. [Ash não apresenta algumas notáveis excepções: p. ex., o Mali, pobre (240 dólares de PIB per capita), islâmico e consistentemente livre desde 1992.] As tarefas da liberdade e do desenvolvimento são, portanto, inseparáveis.
Duas interpretações contrastantes tiveram grande aceitação desde os ataques de 11 de Setembro. Uma delas, favorecida por europeus laicos, assim como por huntingtonianos [referência a Samuel Huntington, autor de O Choque das Civilizações (1997)], vê o núcleo do problema na própria religião muçulmana. O Islão, diz-se, precisa da sua própria «Reforma», embora para os europeus laicos o verdadeiro sentido da «Reforma» consista, na realidade, no Iluminismo — e preferivelmente na sua versão europeia secularista. A outra interpretação é a de que estes ataques são o resultado de uma história específica de pessoas particulares, muitas das quais foram radicalizadas e enrijecidas pela luta durante o combate contra os russos no Afeganistão, com apoio americano. Os homens santos do Islão têm tanta responsabilidade pelo facto de Osama bin Laden ter atacado as torres gémeas em nome de Alá como o Papa ou o Arcebispo da Cantuária devem ser censurados se um louco assassinar em nome de Cristo.
Por razões óbvias, líderes ocidentais como Tony Blair e, após a infeliz utilização inicial da palavra «cruzada», George W. Bush deram publicamente ao Islão o benefício da dúvida. [...]
Nos países com uma maioria muçulmana, o registo da democracia é mais precário. [...] De qualquer modo, será talvez possível dizer que os países de maioria muçulmana têm um registo mais precário de democracia porque são pobres e não por serem muçulmanos? Dois estudiosos mostraram que, na sustentação de democracias eleitorais, os Estados não-árabes com uma maioria muçulmana tiveram desempenhos tão bons (se não melhores) quanto os de países de pobreza comparável.
Por isso, talvez o problema real não seja o «Islão», mas a história particular dos árabes? Aqui o registo é muito deprimente. Dos vinte e dois membros da Liga Árabe [...], nenhum é democrático, a menos que se esteja preparado para contar o Iraque entre o seu número. O trabalho de referência Arab Human Development Report*, de 2002, compilado por estudiosos árabes, insiste longamente no «défice democrático» da região. [...] os países árabes aparecem, a grande distância, como os piores do mundo, atingindo níveis de pontuação inferiores a metade da segunda pior região — a África Subsariana.
Depois de avançarem esta dura autocrítica, os autores argumentaram, no entanto, que o problema de Israel e da Palestina — o que eles chamam «a ocupação ilegal israelita das terras árabes» — constituía um dos maiores obstáculos ao progresso em todo o mundo árabe. A questão palestiniana, diziam eles, era usada pelos governantes árabes como um «pretexto» para «retardar o desenvolvimento político».
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Acabei de ler Free World — A América, a Europa e o futuro do Ocidente (ed. Alêtheia), de Timothy Garton Ash. Segundo a contracapa, Václav Havel descreveu-o como «Um apaixonante manifesto a favor do alargamento da liberdade e de uma nova era na política mundial».Etiquetas: Liberdade, Livros, Mundo Ocidental
Em 1620 um pequeno barco cruzou o Atlântico com um grupo de ingleses que fugiam das perseguições religiosas. Chamava-se Mayflower e a história dos que neles viajaram é um dos mitos fundadores do Novo Mundo — um Novo Mundo onde as convicções religiosas não fossem motivo de ostracismo, de perseguição ou de morte.
Curiosamente, uma parte dos que viajaram nesse navio tinha antes procurado refúgio na Holanda, primeiro em Amesterdão, depois em Leiden. [...]
Although not actively persecuted, the group was subjected to ecclesiastical investigation and to the mockery, criticism, and disfavor of their neighbors (Columbia Encyclopaedia). They left, not for religious freedom, but because there was too much freedom of religion in England and they wanted it to be stricter. These separatist "Pilgrims" settled in Leiden for 12 years, but by 1617 a poor economy, and concern about the Dutch influence upon their community convinced many of them to move on, this time to the New World.
Concerned with the morals of the time in the Netherlands, and with their children being brought up in a Dutch environment, they decided to move to a place better-suited to them; and in 1620, they set sail on the ship Mayflower from Plymouth Harbor, bound for the Americas. These people became known as the Pilgrim Fathers.
Although not actively persecuted, the group was subjected to ecclesiastical investigation and to the mockery, criticism, and disfavor of their neighbors.
To avoid contamination of their strict beliefs and to escape the hated church from which they had separated, the sect decided to move to Holland, where other groups had found religious liberty [...].
Life in Holland was not easy, however, and the immigrants found the presence of radical religious groups there objectionable. Dutch influence also seemed to be altering their English ways, and the prospect of renewed war between the Netherlands and Spain threatened. For these reasons they considered moving to the New World.
[...]
The Leiden group constituted only 35 of the 102 passengers on the Mayflower; many of the English group gathered for the trip were not even separatists (they were thus called “Strangers”). Nonetheless, the Leiden group (the “Saints”) retained control and were the moving force behind the emigration. While most of the Leiden Pilgrims were English, modern scholars have found that several were French-speaking Walloons and one was a Pole.
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Melhor estar preso em Israel do que viver em Jenin
Um crescente número de jovens palestinianos está a deixar-se prender, voluntariamente, em checkpoints israelitas, de onde são enviados para prisões do Estado judaico, revelaram autoridades de Israel e da Autoridade Palestiniana.
Os jovens, a maioria adolescentes, estão a adoptar esta perigosa medida, em parte porque dizem ser mais fácil estudar para os seus exames nas prisões de Israel, do que nas suas casas, na Cisjordânia. Também há os que querem fugir a uma dura vida familiar e à pobreza galopante.
[...] Abdul-Rahman tinha um canivete e Malik transportava, à vista de todos, um rádio-bomba em mau estado. Foram detidos e libertados 25 dias depois porque “não representavam uma ameaça à segurança”.
Para Abdul-Rahman foi uma grande desilusão. “Perdi a minha oportunidade”, contou, já de volta a casa. “Eu queria fazer o liceu e os exames na prisão porque é mais fácil do que na minha escola”. Revelou que o seu plano era ficar na prisão três anos, acabar o liceu e parte dos estudos universitários. Nas cadeias israelitas há grupos de estudo que permitem aos palestinianos propor-se a exames de várias disciplinas.
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